Recolhimento Social: Se sair o vírus pega, se ficar o vírus some

Mais que de repente nos vimos encarcerados, claro num cárcere que nos é muito comum, em nossas residências. Passamos a encarar o mundo de forma diferente e ver as pessoas como, na verdade elas são. É verdade que as conhecíamos, porém, sem esta convivência mais direta e constante do olho no olho. Poderíamos dizer que experimentamos um viveiro humano onde cada um revelou pontos da sua personalidade até então não desconhecidos. Pais que não tinham tempo para os filhos passaram a ter até demais, aquele afago da mamãe, por vezes escasso, foi oportunizado com mais frequência. Vieram desentendimentos, discussões, amores frágeis, outros fortes, relacionamento, amores foram também fortalecidos. Enfim, experiências que nos arremessam a diversos olhares sobre nós mesmos e sobre a quem nos pertence. Sem dúvidas estamos vivendo um processo de mudanças em nossas vidas, esse recolhimento de alguma forma serviu para melhorar nosso comportamento, nós humanos fomos tocados para despertar que em todas as camadas sociais somos todos iguais. O nosso ser maior continua e continuará sendo DEUS. Nossas mãos um dos instrumentos mais importante que DEUS nos concedeu, mais que de repente derem lugar aos cotovelos que passaram a ser usados para cumprimentos. Pelo que sei vez por outra, jogadores de futebol usam, mas para dar aquele safanão nos adversários e por norma expulsos de campo. Que coisa mais estranha, hein? Abraços, um dos gestos mais humanos e nobres que praticamos ficaram à margem. Abraço! Como é bom falar nele e dele. Trazem resultados magníficos, além da energia que transmitem, é um momento sublime onde dois corações se encontram de maneira quase que divina. Você já ouviu alguém falar que não gosta de abraço? Hoje mais do que nunca nosso corpo sente a necessidade de um, não, de vários. Hoje nossas roupas estão mofadas no guarda-roupa por que não nos é permitido sair. Quantas vezes a preguiça nos impediu de ir à igreja, e hoje é tudo que queremos. Momento ideal para refletir sobre tudo que estamos vivendo, e recorrer a DEUS e fazermos com que a vida verdadeiramente valha a pena.
Passamos a valorizar e contemplar mais a mãe natureza que ganhou um novo colorido. Não vejo a hora de sair por aí abraçando que aparecer pela frente. Nossa higiene passou a ser prioridade, artigo de primeira necessidade, até mesmo nos próprios alimentos. Sabão, água sanitária, detergentes que eram guardados no fundo da dispensa foram colocados em lugares privilegiados. Máscaras sendo usados diuturnamente para prevenir o tal vírus. Elas me trouxeram lembranças de quando criança minha mãe fazia para colocar na boca dos cabritos para eles não roubarem o leite das cabras nosso alimento matinal em época de inverno. O mal poderia ter sido menos danoso se as autoridades tivessem o encarado e de maneira rápida. Com a mão poderosa de DEUS vamos sair dessa. Infelizmente o estrago ficou e vidas foram ceifadas, sequelas às mais diversas, mas muitos conseguiram sair com vida. Que toda essa metamorfose em nossas vidas sirva de exemplo, principalmente para os administradores públicos. Que equipamentos e a saúde pública sejam tratados com prioridade. Os falsos profetas, os salvadores da pátria ficaram omissos e se calaram diante de pandemia. A humanidade está materializada onde os ídolos de barro são referenciados como verdadeiros deuses.
DEUS escreve certo em linhas certas e mais uma vez ficou claro que só há um ser soberano a quem devemos seguir, “JESUS CRISTO O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS”
“Minha falecida mãe costumava dizer: Todo mal é o princípio de um bem”.

Por Chico Carlôto
Jornalista/radialista/ambientalista/cronista esportivo.